{"id":1604,"date":"2023-01-26T11:41:02","date_gmt":"2023-01-26T11:41:02","guid":{"rendered":"https:\/\/nra.pt\/?p=1604"},"modified":"2023-01-26T11:41:03","modified_gmt":"2023-01-26T11:41:03","slug":"codigo-morse-patrimonio-imaterial-cultural-da-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nra.pt\/index.php\/2023\/01\/26\/codigo-morse-patrimonio-imaterial-cultural-da-humanidade\/","title":{"rendered":"C\u00f3digo Morse patrim\u00f3nio imaterial cultural da humanidade."},"content":{"rendered":"\n<p>Caros amigos Telegrafistas, amadores e ex-profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA n\u00edvel internacional, \u00e9 muito encorajador ver como, h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, v\u00e1rios colegas apreenderam este novo rumo que o Radioamadorismo deve seguir, tentando fazer pender a balan\u00e7a para o factor humano.&nbsp;O mais precoce de todos foi Tony Smith, que na revista&nbsp;<em>Unesco Courier<\/em> publicou um artigo em Julho de 1999 intitulado&nbsp;<em>O Morse est\u00e1 morto, viva o Morse! <\/em>no qual podemos ler:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Subsistem grandes usu\u00e1rios do alfabeto Morse: radioamadores em todo o mundo.&nbsp;Eles o utilizam para se comunicarem, pois, encontram duas vantagens: seu sistema de abrevia\u00e7\u00f5es \u00e9 compreendido em todos os lugares, o que facilita a comunica\u00e7\u00e3o entre interlocutores de diferentes l\u00ednguas;&nbsp;E, em compara\u00e7\u00e3o com outras formas de transmiss\u00e3o de r\u00e1dio, o Morse \u00e9 um meio particularmente eficaz de enviar sinais para pontos distantes, e s\u00e3o essas mesmas qualidades que o tornaram t\u00e3o valioso no mar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Embora o conte\u00fado de seu artigo seja interessante, \u00e9 ainda mais que ele n\u00e3o \u00e9 publicado em uma revista t\u00e9cnica, mas na&nbsp;<strong>revista oficial da UNESCO<\/strong>, a mais importante organiza\u00e7\u00e3o internacional dedicada a salvaguardar os valores culturais da humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez tenha sido essa fa\u00edsca que acendeu v\u00e1rios colegas fundamentalmente alem\u00e3es.&nbsp;Assim, desde 2010, um grupo de <strong>ex-operadores profissionais do servi\u00e7o de r\u00e1dio mar\u00edtimo<\/strong> alem\u00e3o e de radioamadores alem\u00e3es envidou esfor\u00e7os para que o&nbsp;<strong>C\u00f3digo Morse<\/strong>&nbsp;fosse&nbsp;<strong>reconhecido pela UNESCO como patrim\u00f3nio imaterial da humanidade<\/strong>.&nbsp;O primeiro fruto de seus esfor\u00e7os se reflectiu na proposta aprovada na confer\u00eancia regional da&nbsp;<em>International Amateur Radio Union Region 1<\/em>&nbsp;(IARU1) em 2011, realizada na \u00c1frica do Sul, que afirma:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fica acordado tomar provid\u00eancias para que a IARU solicite \u00e0 UNESCO que o c\u00f3digo Morse seja declarado Patrim\u00f3nio Imaterial.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A pedido da Confer\u00eancia IARU1, o&nbsp;<em>Deutscher Amateur-Radio-Club (DARC)<\/em>&nbsp;concordou em assumir o desafio de iniciar o trabalho da UNESCO para incluir Morse nas listas do Patrim\u00f3nio Imaterial da Humanidade, um&nbsp;<strong>reconhecimento que faria dos radioamadores como fi\u00e9is deposit\u00e1rios de um importante patrim\u00f3nio cultural do homem, com a consequente obriga\u00e7\u00e3o de sua defesa, pr\u00e1tica e divulga\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Actualmente, o trabalho incans\u00e1vel dos colegas da DARC deu seus primeiros frutos, de modo que j\u00e1 foi inclu\u00eddo nos projectos da&nbsp;<em>Comiss\u00e3o Alem\u00e3 para a UNESCO<\/em>, em cujo site podemos ler:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Esta arte de transmitir mensagens<\/em><\/strong><em>&nbsp;atrav\u00e9s da telegrafia Morse foi e ainda \u00e9 poss\u00edvel com conhecimentos e habilidades especiais.&nbsp;<strong>\u00c9 um meio de transmiss\u00e3o de cultura e comunica\u00e7\u00e3o que supera as barreiras do tempo e do espa\u00e7o<\/strong>.&nbsp;A transmiss\u00e3o de mensagens em c\u00f3digo Morse n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1ria por motivos tecnol\u00f3gicos, econ\u00f3micos e militares.&nbsp;Mas no r\u00e1dio amador ainda existe um c\u00edrculo de pessoas que se dedicam a transmitir a arte de Morse.&nbsp;Nos radioamadores, os padr\u00f5es lingu\u00edsticos e os costumes da telegrafia Morse s\u00e3o transmitidos de uma gera\u00e7\u00e3o para a outra, e o papel, a import\u00e2ncia e a aplica\u00e7\u00e3o da telegrafia Morse ganham vida em nosso mundo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Tal como fizeram os colegas das associa\u00e7\u00f5es de radioamadores de outros pa\u00edses como Su\u00e9cia, \u00c1ustria, B\u00e9lgica, Holanda ou It\u00e1lia j\u00e1 come\u00e7aram \u201ca puxar os cordelinhos\u201d para que seus respectivos estados apoiem tal iniciativa.\u201d&nbsp;<br><br>*Este texto foi escrito em 2015 por um colega radioamador espanhol, escolhi-o, porque retracta muito bem a import\u00e2ncia que a telegrafia teve e, como tal, merece este importante reconhecimento por parte da UNESCO.<br><br><strong><em>In: <\/em><\/strong><a href=\"http:\/\/www.urcr.es\/?p=674\"><em>http:\/\/www.urcr.es\/?p=674<\/em><\/a><strong><em> <\/em><br><\/strong><a href=\"https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000116606\">https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000116606<\/a><br>CT1GZB-PN 077<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caros amigos Telegrafistas, amadores e ex-profissionais. \u201cA n\u00edvel internacional, \u00e9 muito encorajador ver como, h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, 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