{"id":715,"date":"2022-03-13T00:57:08","date_gmt":"2022-03-13T00:57:08","guid":{"rendered":"https:\/\/nra.pt\/?page_id=715"},"modified":"2022-03-21T20:16:33","modified_gmt":"2022-03-21T20:16:33","slug":"cr5150nm","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/nra.pt\/index.php\/cr5150nm\/","title":{"rendered":"CR5150NM"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"162\" height=\"157\" src=\"https:\/\/nra.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/museu150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1098\" srcset=\"https:\/\/nra.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/museu150.jpg 162w, https:\/\/nra.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/museu150-24x24.jpg 24w, https:\/\/nra.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/museu150-48x48.jpg 48w\" sizes=\"auto, (max-width: 162px) 100vw, 162px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Em 2013 o Museu de Marinha comemora 150 anos desde a sua funda\u00e7\u00e3o por El-Rei D. Luis. Celebrando este evento, realiza-se o Congresso Internacional de Museus Mar\u00edtimos, no per\u00edodo de 08 &#8211; 14 de Setembro.<br>O N\u00facleo de Radioamadores da Armada foi convidado a participar neste evento. Para tal solicit\u00e1mos o indicativo especial CR5150NM. A actividade decorrer\u00e1 durante os dias do Congresso. A nossa esta\u00e7\u00e3o estar\u00e1 operativa em todas as bandas e nos modos de CW, SSB e PSK31.<br>Para o efeito o N\u00facleo de Radioamadores da Armada contar\u00e1 com um equipa de pelo menos tr\u00eas operadores por dia.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Historial do museu<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi o Rei D. Lu\u00eds, o \u00fanico monarca portugu\u00eas que comandou navios, quem come\u00e7ou por escrever a hist\u00f3ria do Museu de Marinha. A 22 de Julho de 1863, decreta a constitui\u00e7\u00e3o de uma cole\u00e7\u00e3o de testemunhos relacionados com a atividade mar\u00edtima portuguesa. Este museu nasce da vontade manifestada por este monarca, de enorme sensibilidade art\u00edstica e cultural, em conservar um passado hist\u00f3rico, t\u00e3o presente, ainda, na mem\u00f3ria coletiva nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o Museu tamb\u00e9m reflete o louv\u00e1vel esfor\u00e7o de preserva\u00e7\u00e3o, que se observou durante os s\u00e9culos XVI e XVII. Foi o caso da Rainha D. Maria II, que em muito contribuiu para a constitui\u00e7\u00e3o do n\u00facleo de pe\u00e7as inicial deste museu, ao oferecer \u00e0 Real Academia dos Guardas-Marinha &#8211; predecessora da Escola Naval &#8211; os modelos de navios existentes no Pal\u00e1cio da Ajuda.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Antiga Escola Naval<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Escola Naval, ent\u00e3o situada nas instala\u00e7\u00f5es do Antigo Arsenal da Marinha, surge como o local poss\u00edvel para albergar este tesouro hist\u00f3rico que, entretanto, come\u00e7ou a ser alvo de um interessante trabalho de pesquisa e musealiza\u00e7\u00e3o, liderado pelo seu Diretor Comandante Joaquim Pedro Celestino Soares.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, in\u00fameras dilig\u00eancias s\u00e3o efetuadas, desde a concentra\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o junto da Biblioteca de Marinha, at\u00e9 \u00e0 tentativa de cria\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o de um Museu Nacional de Marinha, entregue \u00e0 dire\u00e7\u00e3o da Liga Naval Portuguesa, em 1909. Tal instala\u00e7\u00e3o nunca chegou a efetuar-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1916, um inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es, destr\u00f3i grande parte da cole\u00e7\u00e3o entretanto reunida.<\/p>\n\n\n\n<p>O Museu Naval Portugu\u00eas assume-se como projeto museol\u00f3gico decorrente da antiga cole\u00e7\u00e3o, come\u00e7ada a reunir desde o s\u00e9culo XVIII, tomando forma a partir de 1934, albergado provisoriamente na Escola Naval, torna-se uma componente ativa de forma\u00e7\u00e3o. \u00c9, tamb\u00e9m, neste mesmo ano que se cria uma comiss\u00e3o instaladora para conceber o anteprojeto e o programa de obras do edif\u00edcio anexo ao Mosteiro dos Jer\u00f3nimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Falar da hist\u00f3ria do Museu de Marinha significa, tamb\u00e9m, falar do seu grande benem\u00e9rito Henrique Maufroy de Seixas. Assume uma import\u00e2ncia vital para esta institui\u00e7\u00e3o, ao legar em testamento, em 1948, a sua vasta e valiosa cole\u00e7\u00e3o particular, a que chamou de Museu Naval.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pal\u00e1cio dos Condes Farrobo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O clausulado do testamento, obrigava a que fosse encontrado um im\u00f3vel suficientemente digno e preparado para receber e exibir esta cole\u00e7\u00e3o, para o qual o Mosteiro dos Jer\u00f3nimos, por todo o seu car\u00e1cter hist\u00f3rico e simb\u00f3lico, se prop\u00f4s como op\u00e7\u00e3o ideal. Contudo, este acervo museol\u00f3gico acabou por ser instalado na Biblioteca e Museu de Marinha tendo sido, posteriormente, transferido para o Pal\u00e1cio dos Condes de Farrobo (Pal\u00e1cio das Laranjeiras) onde permaneceu, provisoriamente, entre 1949 e 1962.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s promulga\u00e7\u00e3o e reestrutura\u00e7\u00e3o org\u00e2nica do museu e seu regulamento, em 1959, estavam reunidas as condi\u00e7\u00f5es para iniciar uma nova e derradeira etapa na vida desta institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi, pois, a 15 de Agosto de 1962 que o Museu de Marinha abriu oficialmente as suas portas, nas alas norte e poente do Mosteiro dos Jer\u00f3nimos, junto do qual se construiu, mais tarde, um amplo pavilh\u00e3o para exposi\u00e7\u00e3o das galeotas e um complexo destinado \u00e0 dire\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Rodeado de enorme solenidade, este momento foi o culminar da concretiza\u00e7\u00e3o de um antigo sonho. No dia da sua inaugura\u00e7\u00e3o foi publicado no Di\u00e1rio de Not\u00edcias, com direito a destaque de primeira p\u00e1gina, o seguinte: \u00abCom a presen\u00e7a do chefe de Estado e em cerim\u00f3nia de envergadura, sobejamente justificada pela import\u00e2ncia e pelo significado portugu\u00eas de tudo quanto est\u00e1 relacionado com os oceanos, \u00e9 hoje inaugurado o Museu de Marinha.\u00bb<br>Volvidos mais de cem anos desde a sua cria\u00e7\u00e3o por decreto, o Museu de Marinha, repousando junto ao Tejo, estava finalmente em casa.<br>Desde ent\u00e3o, o Museu de Marinha tornou-se um dos mais importantes, reconhecidos e visitados museus portugueses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2013 o Museu de Marinha comemora 150 anos desde a sua funda\u00e7\u00e3o por El-Rei D. Luis. 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